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OpenAI lança GPT-5.6 e acelera plano de transformar o ChatGPT em uma superplataforma

OpenAI anunciou a família de modelos GPT-5.6, composta pelas versões Sol, Terra e Luna, além de apresentar o ChatGPT Work, uma nova plataforma voltada para produtividade e automação de tarefas. A atualização também integra o antigo aplicativo Codex ao novo aplicativo de desktop do ChatGPT, ampliando os recursos da plataforma.

O lançamento marca mais um passo na estratégia da empresa de transformar o ChatGPT em uma plataforma central para diferentes tipos de trabalho, reunindo modelos de IA, navegação na web, controle do computador e agentes inteligentes em um único ambiente.

Principais novidades

O GPT-5.6 Sol é o modelo mais avançado da nova família. Ele aparece ligeiramente abaixo do Fable no Intelligence Index da Artificial Analysis, mas supera o concorrente em tarefas de programação com agentes autônomos. O modelo também recebeu melhorias em uso do computador, design e segurança cibernética.

Além do Sol, a OpenAI apresentou os modelos Terra e Luna, oferecendo diferentes níveis de desempenho e custo para atender desde aplicações empresariais até cenários de menor demanda.

Outra novidade é o modo Ultra, criado para oferecer o máximo desempenho disponível na nova geração de modelos. A OpenAI também revelou que o modelo Sol realizou de forma autônoma o pós-treinamento do Luna.

Preços permanecem os mesmos

A empresa manteve a política de preços da geração anterior. O GPT-5.6 Sol continua custando US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída, enquanto o Luna parte de US$ 1 e US$ 6, respectivamente.

Durante o anúncio, o CEO Sam Altman destacou que o controle de custos continua sendo uma prioridade para clientes corporativos, afirmando que "toda empresa está pensando em gastos".

ChatGPT Work amplia foco em produtividade

Junto com os novos modelos, a OpenAI lançou o ChatGPT Work, uma plataforma inspirada em soluções voltadas para colaboração entre usuários e agentes de inteligência artificial.

O serviço utiliza a tecnologia do Codex para tornar recursos avançados mais acessíveis em tarefas do dia a dia, permitindo automatizar atividades e interagir com agentes especializados dentro do ChatGPT.

Aplicativo de desktop ganha navegador e controle do computador

Outra mudança importante é a integração do aplicativo Codex ao novo aplicativo de desktop do ChatGPT.

Com a unificação, o software passa a oferecer navegador integrado, controle do computador e acesso direto ao novo agente Work, concentrando em um único aplicativo ferramentas antes distribuídas entre diferentes produtos.

O impacto para o mercado

Embora o GPT-5.6 Sol não ultrapasse o Fable em desempenho geral, ele chega próximo ao principal concorrente enquanto mantém preços mais baixos e uma estrutura de uso voltada para reduzir custos das empresas.

A combinação dos novos modelos com o ChatGPT Work e o aplicativo unificado de desktop reforça a estratégia da OpenAI de transformar o ChatGPT em uma plataforma completa para produtividade, desenvolvimento de software e automação de tarefas, ampliando sua presença tanto no mercado corporativo quanto entre usuários comuns.

Nova tecnologia promete elevar a destreza dos robôs humanoides

A 1X Technologies revelou sua mão robótica mais avançada para o humanoide NEO, ampliando as capacidades do robô voltado para tarefas domésticas. O novo componente foi desenvolvido para executar movimentos delicados e manipular objetos com maior precisão, aproximando o desempenho do sistema ao de uma mão humana.

Produzida na fábrica da empresa em Hayward, na Califórnia, considerada a primeira unidade de produção verticalmente integrada de robôs humanoides dos Estados Unidos, a nova mão combina motores, tendões e sensores táteis desenvolvidos pela própria companhia.

Como funciona

Cada mão do NEO conta com 22 graus de liberdade (DoF), entre 20 e 40 tendões e de 10 a 20 graus de liberdade dedicados aos dedos, permitindo movimentos mais naturais e controle preciso durante a manipulação de objetos.

A arquitetura foi projetada para aumentar a destreza do robô em atividades do cotidiano, um dos principais desafios da robótica humanoide.

Durante a apresentação, o CEO da 1X, Bernt Børnich, classificou o desenvolvimento como um avanço importante para a empresa. Já um dos vice-presidentes da companhia afirmou que, em diversos aspectos, a nova mão supera as capacidades da mão humana.

Produção e disponibilidade

As novas mãos são fabricadas na unidade de Hayward, responsável pela produção do humanoide NEO e de seus principais componentes.

O robô já está em pré-venda por US$ 20 mil ou por meio de um plano de assinatura de US$ 499 por mês. As primeiras entregas para consumidores nos Estados Unidos estão previstas para o fim de 2026.

O impacto para o mercado

O anúncio reforça a corrida global pelo desenvolvimento de robôs humanoides voltados ao uso doméstico. Enquanto empresas dos Estados Unidos aceleram a evolução da destreza e da manipulação fina, fabricantes chinesas também ampliam seus investimentos no setor, com metas de produção superiores a 100 mil unidades em 2026 e novos modelos de robôs de companhia chegando ao mercado. A evolução das mãos robóticas é considerada um dos principais fatores para tornar esses equipamentos mais úteis em ambientes reais.

Novo Grok 4.5 promete desempenho de IA de ponta com menor custo e mais velocidade

A SpaceXAI apresentou o Grok 4.5, novo modelo de inteligência artificial voltado para programação, agentes de IA e tarefas de raciocínio. Desenvolvido em parceria com a Cursor, o lançamento marca o primeiro grande projeto conjunto entre as duas equipes após a aquisição da empresa de desenvolvimento de software.

Segundo a SpaceXAI, o Grok 4.5 entrega desempenho comparável aos principais modelos do mercado, combinando maior velocidade de processamento com preços mais baixos para desenvolvedores e empresas.

Como o Grok 4.5 se destaca

De acordo com a empresa, o modelo foi otimizado para oferecer melhor desempenho em diferentes tipos de tarefas, incluindo:

  • Programação e desenvolvimento de software;
  • Agentes de IA capazes de executar tarefas complexas;
  • Raciocínio e trabalhos baseados em conhecimento;
  • Uso corporativo por meio da API.

A empresa afirma que o modelo alcança desempenho semelhante ao de Claude Opus 4.8 e GPT-5.5 em diversos benchmarks.

Velocidade e custo reduzido

Além do desempenho, a SpaceXAI destaca ganhos em eficiência operacional. O Grok 4.5 processa até 80 tokens por segundo e, segundo a empresa, utiliza até quatro vezes menos recursos computacionais do que modelos concorrentes de mesma categoria.

A estratégia também aposta em preços mais competitivos. O acesso pela API custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída, valores inferiores aos praticados por modelos como o Claude Opus 4.8. Durante o lançamento, o uso do Grok 4.5 também ficará disponível gratuitamente nas plataformas Cursor e Grok Build.

Próximos passos

Durante o anúncio, Elon Musk afirmou que o Grok 4.5 representa um modelo de classe equivalente aos sistemas mais avançados do mercado, mas com maior velocidade, melhor eficiência e menor custo. Ele também adiantou que uma versão ainda mais poderosa está prevista para ser lançada nas próximas semanas.

SpaceX e xAI unem operações e apresentam nova fase da inteligência artificial: SpaceXAI

A SpaceX e a xAI passaram a operar sob uma única estrutura, adotando a marca SpaceXAI. A reorganização reúne as iniciativas de infraestrutura espacial e inteligência artificial da empresa, marcando uma nova fase na estratégia de expansão de Elon Musk no setor de IA.

A reorganização foi concluída após a aquisição da xAI pela SpaceX, anunciada em fevereiro de 2026. Desde então, os projetos da empresa, incluindo o modelo Grok e outras tecnologias de inteligência artificial, passaram a fazer parte da nova divisão.

O rebranding foi oficializado nos últimos dias com a mudança da identidade visual da empresa e da conta oficial no X, que adotou o nome SpaceXAI e apresentou um novo logotipo. A alteração reforça a integração das operações e marca o fim da xAI como uma empresa separada.

A integração representa um passo importante na estratégia de Elon Musk para reunir diferentes frentes de inovação em uma única estrutura. A expectativa é que a união entre infraestrutura, engenharia e inteligência artificial fortaleça a competitividade da SpaceXAI frente às principais empresas do setor.

Nova IA da Meta desafia líderes do mercado na criação de imagens: Muse

A Meta apresentou o Muse Image, seu primeiro modelo próprio de geração de imagens desenvolvido pelo Superintelligence Labs, equipe liderada por Alexandr Wang. A novidade começa a ser disponibilizada no Meta AI e marca uma mudança importante na estratégia da empresa, que passa a investir em uma solução interna para criação de conteúdo visual.

O Muse Image trabalha em conjunto com o Muse Spark, permitindo recursos mais avançados, como pesquisa na web, uso de ferramentas e a capacidade de revisar e aprimorar automaticamente as próprias imagens geradas para entregar resultados mais precisos.

Nos testes públicos do Arena, o novo modelo estreou na segunda colocação tanto no ranking de geração de imagens quanto no de edição de imagens, ficando atrás apenas do GPT Image 2, da OpenAI.

O recurso será oferecido gratuitamente dentro do Meta AI e começa a chegar aos usuários do Instagram e do WhatsApp. A integração com Facebook, Messenger e a plataforma de anúncios da Meta será feita em uma etapa posterior.

A empresa também adiantou que o Muse Video está em desenvolvimento. A versão de demonstração já aparece na terceira posição do ranking do Arena para geração de vídeos por IA, atrás apenas do Seedance 2.0 e do Gemini Omni Flash.

O lançamento fortalece a estratégia da Meta de desenvolver seus próprios modelos de inteligência artificial para criação de conteúdo, reduzindo a dependência de tecnologias de terceiros. Com uma base de bilhões de usuários em redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas de publicidade, a empresa passa a controlar uma parte essencial da infraestrutura de IA que deve impulsionar novos recursos criativos nos próximos anos.

IA cria partidas jogáveis de Rocket League sem usar motor gráfico: MIRA

Pesquisadores da Kyutai e da General Intuition apresentaram o MIRA, um modelo de mundo de código aberto desenvolvido em parceria com a Epic Games capaz de gerar partidas de Rocket League em tempo real inteiramente dentro de uma rede neural. Diferentemente dos jogos tradicionais, a tecnologia dispensa motores gráficos e sistemas de física convencionais para criar a experiência.

Em resumo, você realmente joga, mas está jogando dentro de um modelo de IA, não dentro do Rocket League original.

O modelo foi treinado a partir de cerca de 10 mil horas de partidas entre bots de inteligência artificial, sem utilizar jogadas realizadas por humanos nem dados de jogadores. Com esse aprendizado, o MIRA consegue reproduzir partidas no formato 2 contra 2 para até quatro participantes simultaneamente.

Mesmo sem recorrer ao código original do jogo, o sistema gera elementos visuais como medidores de impulso, colisões e demais efeitos da partida, mantendo todas as telas sincronizadas enquanto executa tudo em uma única GPU da Nvidia.

A memória do modelo ainda é limitada a aproximadamente 4 segundos. Por isso, durante a reprodução dos replays de gols, o sistema cria cenas convincentes que não correspondem ao lance que realmente aconteceu, evidenciando uma das limitações atuais desse tipo de inteligência artificial.

O projeto roda a 20 quadros por segundo em uma única GPU e foi disponibilizado como código aberto, incluindo o modelo, os dados de treinamento e uma demonstração jogável para a comunidade.

Embora a demonstração impressione pela capacidade de gerar um jogo inteiro sem um motor gráfico tradicional, o principal objetivo dessa tecnologia vai além dos videogames. Modelos de mundo como o MIRA podem se tornar uma base importante para treinar robôs e sistemas de inteligência artificial em ambientes virtuais, reduzindo custos e ampliando a quantidade de dados disponíveis para o desenvolvimento de aplicações no mundo real.

Anthropic identifica "espaço de trabalho oculto" dentro do Claude

A Anthropic publicou uma nova pesquisa revelando que o modelo de IA Claude parece utilizar um pequeno "espaço de trabalho" interno durante o processo de raciocínio. Segundo os pesquisadores, essa estrutura surgiu espontaneamente durante o treinamento do modelo e não foi programada diretamente pelos engenheiros.

O estudo descreve esse mecanismo como "J-Space", uma espécie de bloco de notas interno onde o Claude mantém conceitos ativos enquanto elabora respostas. Diferentemente do chain of thought (cadeia de raciocínio) que pode ser registrada em texto, o J-Space permanece invisível ao usuário, funcionando como um conjunto de representações internas que orientam o pensamento do modelo.

Os experimentos mostraram que modificar essas representações internas altera diretamente o comportamento da IA. Em um dos testes, os pesquisadores substituíram o padrão interno associado a "aranha" pelo de "formiga" durante uma pergunta sobre o número de pernas dos animais. Como resultado, a resposta do Claude mudou de 8 para 6, demonstrando que essas representações desempenham um papel ativo no raciocínio.

Em outro experimento, a equipe removeu completamente o J-Space. Embora o Claude continuasse conversando normalmente e preservasse conhecimentos factuais, sua capacidade de resolver problemas que exigiam múltiplas etapas praticamente desapareceu, indicando que essa região é fundamental para tarefas de raciocínio mais complexas.

Debate sobre consciência artificial

A descoberta ocorre em meio ao debate sobre consciência em sistemas de inteligência artificial. A Anthropic já recebeu críticas por levantar essa discussão, especialmente de Mustafa Suleyman, que questiona esse tipo de abordagem.

Os próprios pesquisadores fazem questão de esclarecer que o estudo não demonstra que o Claude seja consciente ou possua experiências subjetivas. Segundo eles, a pesquisa apenas identifica um mecanismo interno emergente que apresenta semelhanças funcionais com os chamados "espaços de trabalho globais", conceito da neurociência utilizado para explicar como o cérebro humano integra informações durante o pensamento consciente.

Ainda assim, a descoberta é considerada relevante por oferecer uma visão inédita sobre como grandes modelos de linguagem organizam internamente seus processos de raciocínio e pode contribuir para o desenvolvimento de sistemas de IA mais interpretáveis e seguros.

IA avança e já executa 16% dos trabalhos freelancers com qualidade profissional

O Center for AI Safety (CAIS) e a Scale Labs divulgaram os resultados do Remote Labor Index, um benchmark que mede a capacidade de agentes de IA em executar tarefas reais de freelancers avaliadas por especialistas humanos. O destaque foi o Fable 5, da Anthropic, que alcançou a maior pontuação já registrada, enquanto o desempenho dos modelos de ponta aumentou seis vezes em apenas um ano.

Como funciona o benchmark

Lançado em outubro de 2025, o Remote Labor Index avalia modelos de IA em 240 trabalhos reais de freelancers, comparando seus resultados com o de profissionais experientes.

As tarefas abrangem diferentes áreas, como:

  • Design de joias em 3D;
  • Criação de anúncios animados;
  • Desenvolvimento de plantas baixas;
  • Outros projetos criativos e técnicos.

Cada trabalho é avaliado por revisores humanos, que verificam se o resultado da IA atinge o nível de qualidade de um profissional.

Ranking dos modelos

Os principais resultados foram:

  • Fable 5 (Anthropic): igualou ou superou um profissional em 16,1% dos projetos.
  • Opus 4.8 (Anthropic): 8,3%.
  • GPT-5.5 (OpenAI): 6,3%.

Para comparação, quando o benchmark foi lançado, o então líder GPT-5.2 atingia apenas 2,5% de taxa de automação.

Por que isso importa

Embora a evolução tenha sido expressiva, os resultados mostram que a IA ainda está longe de substituir completamente profissionais freelancers. Mesmo o modelo mais avançado conseguiu entregar qualidade equivalente à de um especialista em apenas 1 a cada 6 projetos.

O cenário mais provável, no curto prazo, é que essas ferramentas funcionem como aceleradores de produtividade, permitindo que freelancers produzam mais em menos tempo, enquanto os humanos continuam responsáveis pela revisão, tomada de decisões e acabamento final dos trabalhos.

Anthropic relança Fable 5 após EUA suspenderem restrições de exportação

A Anthropic anunciou o retorno do Fable 5, depois que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos revogou as restrições de exportação que haviam suspendido temporariamente o acesso ao modelo. A versão relançada chega com filtros de segurança mais rigorosos e um acordo que concede ao governo norte-americano acesso antecipado aos futuros modelos da empresa.

O que aconteceu

A suspensão do Fable 5 teve origem em uma pesquisa conduzida por especialistas da Amazon, que conseguiram contornar os mecanismos de proteção do modelo para identificar possíveis vulnerabilidades de segurança. Segundo a Anthropic, os resultados obtidos eram semelhantes aos produzidos por outros modelos avançados de IA.

Após 18 dias fora do ar, o Fable 5 volta a ficar disponível em todas as versões do Claude e nas plataformas compatíveis.

O que muda no retorno

  • Usuários dos planos pagos terão acesso ao Fable 5 com um limite equivalente à metade da cota semanal até 7 de julho. Depois dessa data, o uso passará a funcionar por meio de créditos.
  • A Anthropic afirma que o novo sistema de segurança bloqueia mais de 99% das tentativas de exploração da vulnerabilidade identificada.
  • Quando um pedido for bloqueado, o usuário receberá um aviso explicando a restrição e uma resposta alternativa gerada pelo Opus 4.8.
  • A empresa reconhece que o novo filtro pode bloquear algumas solicitações legítimas relacionadas à programação e depuração de código, mas afirma que "a grande maioria do trabalho de desenvolvimento permanece inalterada".

Por que isso importa

O retorno do Fable 5 marca o fim de uma interrupção de quase três semanas e levanta novas questões sobre o equilíbrio entre desempenho e segurança em modelos de IA de ponta. Também chama atenção o compromisso firmado pela Anthropic de conceder acesso antecipado ao governo dos EUA para avaliar futuros modelos antes de seu lançamento público.

Com a expectativa de que o GPT-5.6 seja anunciado ainda esta semana, a disputa entre os principais laboratórios de IA deve ganhar um novo capítulo, colocando em evidência diferentes estratégias de segurança, governança e relacionamento com autoridades regulatórias.

Meta apresenta IA capaz de transformar sinais cerebrais em frases digitadas sem implantes

A Meta revelou a segunda versão do seu sistema de interface cérebro-computador não invasiva, chamado Brain2Qwerty, uma tecnologia capaz de interpretar sinais cerebrais e convertê-los em palavras digitadas.

Diferente da primeira versão, que identificava apenas caracteres individuais, a nova geração consegue compreender palavras completas e seus significados, alcançando resultados próximos de sistemas que utilizam implantes cirúrgicos no cérebro.

Como funciona

Durante os testes, nove voluntários passaram cerca de 10 horas dentro de um equipamento de escaneamento cerebral enquanto digitavam frases.

O sistema analisava os sinais cerebrais gerados durante a escrita e criou uma base com aproximadamente 22 mil frases para treinamento.

A tecnologia utiliza dois modelos de IA:

  • Um modelo interpreta os sinais cerebrais brutos captados pelo escâner enquanto a pessoa digita.
  • Outro modelo analisa o contexto e ajuda a reconstruir o significado das palavras.

O melhor resultado individual chegou a 78% de precisão, enquanto a nova versão alcançou uma média de aproximadamente 61% de acerto por palavra.

Evolução da tecnologia

A primeira versão do Brain2Qwerty apresentava resultados mais limitados, com cerca de 8% de precisão em sistemas não invasivos semelhantes.

A Meta afirma que o avanço ocorreu principalmente pelo aumento da quantidade de dados utilizados para treinar os modelos de inteligência artificial.

Segundo a empresa, o aumento de dados pode reduzir ainda mais a diferença entre interfaces não invasivas e tecnologias que utilizam implantes cerebrais.

Por que isso importa?

A maioria dos avanços em interfaces cérebro-computador atualmente depende de procedimentos cirúrgicos para instalar sensores diretamente no cérebro.

Uma tecnologia capaz de interpretar intenções de comunicação sem cirurgia poderia permitir novas formas de interação com computadores, especialmente para pessoas com dificuldades de movimento ou fala.

Além disso, a Meta disponibilizou o código e os dados das versões do Brain2Qwerty, permitindo que pesquisadores continuem desenvolvendo essa tecnologia.