GPT-6 Astra ajuda a decifrar mensagem da Segunda Guerra Mundial após 85 anos
Uma investigação conduzida com o GPT-6 Astra e agentes especializados recuperou o conteúdo e as configurações usadas para criptografar uma mensagem do Exército alemão transmitida em 10 de julho de 1941. O trabalho ocorreu entre 14 e 15 de setembro de 2026 e combinou análise de documentos históricos, programação, busca computacional e verificação independente dos resultados.
A mensagem, identificada como MVUEH, fazia parte de um conjunto de comunicações cifradas com a máquina Enigma. O resultado revelou um pedido por uma rota de marcha, seguido da informação de que o remetente estava em Rosenow e solicitava uma resposta imediata por rádio.
Como a mensagem foi recuperada
O principal obstáculo não era apenas encontrar as configurações corretas da Enigma. As cópias preservadas da mensagem apresentavam letras pouco legíveis e divergências entre diferentes transcrições.
Antes da busca pela chave, os pesquisadores registraram alternativas possíveis para 12 posições do texto cifrado. Isso criou 13.824 combinações permitidas de leitura, evitando que letras fossem alteradas posteriormente apenas para produzir uma frase mais convincente.
A investigação também testou configurações conhecidas do mesmo período e outras hipóteses, mas essas tentativas não produziram uma mensagem considerada válida.
Uma palavra conhecida reduziu o espaço de busca
O avanço ocorreu a partir de outra mensagem já solucionada, identificada como SIPVX, que continha a sequência “ROSENOWROSENOW”.
Os pesquisadores usaram essas 14 letras como um possível trecho conhecido do texto original, técnica de criptoanálise conhecida como crib. O sistema então procurou posições em que a frase poderia aparecer enquanto calculava combinações de rotores e conexões do plugboard da Enigma.
A busca encontrou a sequência nas posições 40 a 53. As outras 68 letras da mensagem não foram fornecidas ao sistema e passaram a funcionar como uma forma adicional de verificar se a chave encontrada produzia texto coerente.
Chave foi confirmada pelo cabeçalho da transmissão
A configuração recuperada utilizava os rotores II, V e III, com anéis ajustados para H, M e F e posição inicial RWD. O plugboard continha dez pares de letras.
Um detalhe registrado no cabeçalho original ajudou a escolher essa configuração entre 26 alternativas que produziam o mesmo comportamento para o corpo da mensagem.
Com as janelas configuradas em GTA, a sequência KCI registrada no cabeçalho era transformada em RWD, exatamente a posição inicial encontrada para o texto principal.
Implementações independentes do simulador da Enigma reproduziram tanto as 82 letras da mensagem quanto o cabeçalho nos dois sentidos, cifrando e decifrando o conteúdo.
Busca analisou bilhões de combinações
O processo completo contabilizou 43.016 lotes de busca e manteve 97.337 chaves distintas do corpo da mensagem para análise.
Dentro das hipóteses adotadas, foram avaliadas aproximadamente 4,29 bilhões de combinações envolvendo comportamento dos rotores e posicionamento da frase usada como pista.
Uma verificação separada também analisou 14.829.646 chaves físicas em relação ao cabeçalho registrado. Desse total, 923 permaneceram compatíveis para uma análise completa do texto.
Os pesquisadores ainda executaram uma busca posterior usando outra frase descoberta depois da solução. Nesse teste, a transcrição publicada permaneceu inalterada, e apenas uma das 4.056 configurações físicas encontradas coincidiu com o cabeçalho original: a mesma chave recuperada anteriormente.
O que dizia a mensagem
A tradução aproximada do conteúdo recuperado é:
“Por favor, especifique a rota de marcha. Estou em Rosenow, Rosenow. Resposta imediata por rádio.”
O texto alemão decifrado apresenta erros e abreviações preservados na verificação criptográfica. A assinatura ao final foi interpretada provisoriamente como “Waschbusch”, mas essa leitura permanece incerta.
Também não foi possível determinar com precisão qual localidade chamada Rosenow era mencionada na transmissão.
IA coordenou agentes com funções diferentes
A investigação foi organizada com agentes especializados em tarefas distintas. Alguns analisaram as fontes históricas e as possíveis leituras das letras, enquanto outros desenvolveram programas de busca, compararam informações com mensagens já solucionadas ou reproduziram os resultados de forma independente.
Um agente coordenador reuniu as descobertas e direcionou divergências para novas verificações. Os resultados foram aceitos com base em evidências reproduzíveis, e não apenas pela concordância entre diferentes agentes.
O trabalho é apresentado como a recuperação de uma mensagem específica, e não como uma nova quebra geral da Enigma. O próprio estudo também evita reivindicar que se trata da primeira solução dessa mensagem em toda a história, devido a ambiguidades nos registros públicos disponíveis.
O impacto para pesquisas históricas com IA
O caso mostra como sistemas de inteligência artificial baseados em agentes podem ser usados em investigações que exigem várias etapas simultâneas, como leitura de fontes históricas, criação de software, formulação de hipóteses e validação independente.
Mais do que simplesmente testar combinações em grande escala, o processo dependeu da combinação entre pistas históricas e métodos computacionais. Isso indica um caminho para o uso de agentes de IA em arquivos, criptografia histórica e outros problemas de pesquisa nos quais documentos incompletos precisam ser confrontados com grandes espaços de possibilidades.